«É mais difícil descrever a realidade do que a ficção. A ficção tem que fazer sentido»
5 de abril de 2006
2 de abril de 2006
A Coxa
Tinha, coitada, uma perna menor que a outra
E pareceu-me ler-lhe nos lábios, nas roupas, no olhar,
O esforço desmedido de quem luta pelo impossível equilíbrio.
Todos corriam, atarefados, em todas as direcções,
Tensos com a vida, decididos, derrotados.
Alguns carregavam pesadíssimos sacos de compras
E planeavam mentalmente o jantar para a família.
Um par de namorados argumentava, cerradamente, sobre coisas sérias,
Toldavam-se, contidamente, em gestos, palavras e expressões.
A coxa parara junto a uma montra de revistas...
Descansava.
Então, um rapaz segurou-a por trás, pela cintura,
Beijou-a e pronunciou um "meu amor" seguro.
A lágrima contida já se soltara do olhar dos namorados...
Colando mais um cigarro incandescente aos meus lábios enxutos,
Fiquei quieto, muito quieto, a pensar...
Humildemente pensando na vida e nas mulheres que amei."
30 de março de 2006
Andorinha
— "Passei o dia à toa, à toa!"
Andorinha, andorinha, minha cantiga é mais triste!
Passei a vida à toa, à toa . . .
Para jantar
Espera-se um serão agradável e descontraído na companhia de todos os convivas.
A todos, um bom jantar!
25 de março de 2006
"There she Blows!"*
Uma ida recente à livraria "trouxe-me" um romance antigo, "Moby Dick" de Herman Melville, numa edição da Relógio D'Água, numa tradução de Alfredo Margarido e Daniel Gonçalves.
Apesar de conhecer a história, nunca havia lido o romance. Pelo que já tive oportunidade de ler, a tradução parece-me boa e prende-nos à sua leitura.
22 de março de 2006
17 de março de 2006
A injúria
- Meritíssimo, e chamar senhora a uma vaca, pode?
- Com toda a certeza que sim. - Informa o Merítissimo.
Virando-se para a ofendida, levando a mão ao chapéu e em jeito de despedida, diz o arguido:
- Boa tarde, minha senhora!
Caricaturas II
16 de março de 2006
Caricaturas...
Nota aos fundamentalistas e/ou extremistas:
As caricaturas ora publicadas não pretendem demonstrar o desrespeito, de quem as publica, de quaisquer crenças religiosas ou dogmas. Pois não foram tomadas como ofensivas ou desrespeitosas.
Caso assim não sejam entendidas por V.Exas., e antes que seja tomada qualquer medida drástica ou sevícia contra quem as publica, é favor avisar a fim de serem as mesmas "despublicadas".
A gerência agradece.
6 de março de 2006
2 de março de 2006
Pardalzinho
26 de fevereiro de 2006
Para completar, e ainda à espera da companhia de quem mo ofereceu, para ser aberto, está um Meia Encosta 1995, Dão.
23 de fevereiro de 2006
Código de Conduta
Ainda as caricaturas...
15 de fevereiro de 2006
A laranja e o Direito
"Cruzou por mim, veio ter comigo, numa rua da Baixa
Aquele homem mal vestido, pedinte por profissão que se lhe vê na cara,
Que simpatiza comigo e eu simpatizo com ele;
E reciprocamente, num gesto largo, transbordante, dei-lhe tudo quanto tinha
(Exceto, naturalmente, o que estava na algibeira onde trago mais dinheiro:
Não sou parvo nem romancista russo, aplicado,
E romantismo, sim, mas devagar...)."(...)
Álvaro de Campos
13 de fevereiro de 2006
Ser Feliz
mas não esqueço que minha vida é a maior empresa do mundo,
e que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
12 de fevereiro de 2006
Apesar de tudo o que se tem passado e passa no mundo pelos dias de hoje, sinto uma vontade incrível em não postar, não comentar ou, sequer criticar... Será talvez a consciência da impotência de conseguir mudar o que quer que seja. Ou talvez, por desilusão e descrença generalizadas.... Ou talvez, seja mesmo é preguiça.
7 de fevereiro de 2006
Os Cartoons e a liberdade de expressão
Parece-me não se poder tomá-la como absoluta. Terá os limites do que, em consciência, se sabe ser ofensivo para o caricaturado.



